sexta-feira, 12 de junho de 2009

COCO DE RODA


Lidar com cultura é coisa séria, muito séria e mais ainda resgatar a historia de um povo, uma comunidade ou mesmo traçar o caminho percorrido por uma manifestação popular.
Resgatar é trazer à luz as raízes de uma cultura de uma tradição, por isso em primeiro lugar o compromisso com a verdade a responsabilidade de informar apenas com base em fatos, provas cabais de como, por quem, onde e de que forma tal tradição se tornou um patrimônio de um determinado grupo social é essencial.
Ao nomear como responsável por trazer, difundir, propagar um folguedo é necessário antes de tudo uma analise criteriosa e apartidária, só assim aparecerão as verdadeiras raízes e consequentemente por sua exposição a tradição se tornará cada vez mais forte e abrangente.
Aos que fazem cultura é negado o partidarismo, o apadrinhamento.
A falta de critérios honestos faltamente enfraquecerá uma tradição e a levará ao esquecimento.
Cheguei para morar em Pontezinha há 23 anos, é meu lugar, meu lar, minha cidade.
Sempre fui defensor da cultura popular, sem ela não existe identidade de uma povo de uma comunidade, o coco de roda, dançado no palanque do coco atraia visitantes de outros lugares.
A falta de incentivo, interesse e principalmente a falta de estudos criteriosos e isentos de interesses no traçado de sua historia por parte dos que lidam com cultura destruiu o que de mais autentico nele existia, a participação popular, a expressão natural, improvisada do dançar o coco.
Não houve critério no traçar da historia do coco de roda em Pontezinha e quando a história relega seu precursor ao esquecimento esta fadada ao desaparecimento.
Aos poucos, lenta e inexoravelmente o que foi orgulho da cultura popular em Pontezinha esta morrendo. A cada ano sorve uma taça de veneno quando aceita uma inverdade na sua própria historia.

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